Projeto Defensores Mirins realiza ação em escola ribeirinha, em Manaus

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Crianças e adolescentes, alunos da escola municipal São Sebastião 2, localizada na comunidade São Sebastião, na Zona Rural de Manaus, participaram do projeto Defensores Mirins na segunda (26) e terça-feira (27). Durante os dois dias, eles tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o papel da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), aprender noções básicas de direitos, além visitar as instalações da instituição. Esta é a terceira escola a participar do programa e a primeira da Zona Rural ribeirinha.

“Nós estamos muito felizes, porque os resultados são sempre positivos, apesar dos desafios tanto para chegar na comunidade, como para os alunos virem até a Defensoria, principalmente por causa da logística, de transporte. Por isso, ficamos mais engajados para fortalecer essa iniciativa e proporcionar momentos como este”, afirmou a coordenadora, defensora Carolina Carvalho.

Na segunda-feira, a equipe dos Defensores Mirins esteve na comunidade para conhecer o dia a dia dos alunos e levar a eles, de forma lúdica, noções básicas sobre direitos e deveres. Cartilhas educativas com informações sobre o trabalho da DPE-AM também foram distribuídas na localidade. Já na terça-feira, foi a vez do grupo de aproximadamente 40 alunos, entre 5 a 22 anos, visitar a sede da DPE-AM. Eles conheceram os locais de atendimento ao público, a sala do defensor público geral, conversaram com defensores e receberam certificados pela participação no projeto.

“Eu gostei de andar de elevador, conhecer o defensor geral, e de vir pra cá. Aprendi bastante com o projeto e quando eu crescer, quero ser defensor também”, garantiu o pequeno Darlan da Silva, de apenas 8 anos.

Empolgação

Assim como Darlan, outros alunos também ficaram empolgados com a proposta de ter uma aula fora das quatro paredes do colégio. A estudante Danila Silvano, 19, é indígena da etnia Baré e mora na comunidade há um ano. Ela disse que o projeto a ajudou a voltar a sonhar.

“Quando a equipe foi na escola, eles falaram muito sobre ter sonhos, defender as pessoas, as famílias, os idosos e isso me ajudou a sonhar de novo. Quando terminar os estudos, quero fazer faculdade, ser professora e voltar para o meu povo e ajudar as crianças de lá”, disse.

“Eu sonho em ver um Amazonas mais feliz. E aprendendo a defender as pessoas, acho que podemos conseguir. O projeto foi muito bacana”, completou a aluna Kézia Peixoto, 12.

O diretor da escola, professor Robson Melo, elogiou a iniciativa da Defensoria e destacou que a troca de experiências foi significativa para todos os alunos. “Temos crianças que saíram pela primeira vez da comunidade, hoje. E isso é prazeroso, porque mostramos que fora da sala de aula a criança também aprende. Então foi um momento ímpar para a comunidade, para a escola, e os alunos aproveitaram cada momento”, contou.

“O papel do Defensores Mirins é muito importante, porque é uma forma da gente se aproximar dessas crianças e adolescentes e mostrar para eles o papel da Defensoria, e que tem uma instituição que está olhando para eles. Receber essas crianças aqui é sempre uma alegria, eles se divertem e é gratificante porque podemos, de alguma formar, estimular o sonho deles”, concluiu o defensor geral, Ricardo Paiva.

Para participar do Defensores Mirins, os diretores ou professores de escolas públicas podem fazer a inscrição no site da defensoria.am.def.br.

Da Assessoria