Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos primeiros bolsistas do Provoc no AM

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O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a acolhida aos 12 primeiros estudantes do Ensino Médio, da rede pública estadual de ensino do Amazonas, contemplados com bolsas do Programa de Vocação Científica (Provoc). Este é o primeiro ano de adesão ao Provoc pela Fiocruz Amazônia.

O programa, desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, tem a proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio e visa estimular a aprendizagem dos conhecimentos técnicos e científicos a partir da experimentação de práticas de pesquisa. Durante a acolhida, que aconteceu no último dia 21 (de setembro), os estudantes foram apresentados aos orientadores e co-orientadores que os acompanharão ao longo de 12 meses, correspondentes à primeira etapa do programa, que é a da Iniciação.

O grupo foi recepcionado pela vice-diretora de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes – representando a diretora do ILMD Adele Benzaken -, e a coordenadora do Provoc-AM, Priscila Aquino (pesquisadora da Fiocruz Amazônia). De modo virtual, receberam também as boas-vindas da coordenadora geral do Provoc, Cristiane Braga, da pesquisadora da EPSJV Rosa Neves, da coordenadora executiva da Etapa Iniciação, Telma Frutuoso e da ex-bolsista e hoje mestranda em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Beatriz Virgínia Gomes Belmiro. Beatriz fez um relato inspirador sobre a importância do Provoc em sua trajetória como pesquisadora científica.

A coordenadora do Provoc-AM, Priscila Aquino, destacou que neste primeiro ano do programa no Amazonas, os alunos da Escola Estadual Angelo Ramazzotti, terão a oportunidade de vivenciar as experiências do dia a dia de uma instituição científica e decidir sobre que carreira seguir a partir dos conhecimentos adquiridos.

“Essa é uma oportunidade única e que vai depender da garra e vontade de aprender de cada um de vocês, na certeza de que estarão sendo bem acolhidos”, explicou Priscila, falando aos estudantes.

A vice-diretora de Pesquisa da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, salientou que o Provoc é uma experiência nova também para a Fiocruz Amazônia.

“Todos nós estamos de parabéns hoje. Sejam muito bem-vindos, na certeza de que essa será uma experiência transformadora para vocês e para nós também. Não temos pernas e braços para acolher a todos os estudantes do Ensino Médio da Escola Angelo Ramazzotti, mas temos a certeza de que esse grupo será multiplicador de conhecimentos e teremos em breve a oportunidade de novas turmas”, observou. No total, 23 alunos dos turnos matutino e vespertino da escola, de um total de 50 inscritos, participaram do processo seletivo para a formação da primeira turma.

A coordenadora disciplinar da Angelo Ramazzotti, Luciana Nascimento, conta que é professora dos segundos e terceiros anos e está confiante no crescimento dos alunos que optaram pelo Provoc. “O programa irá beneficiar muito esses jovens no sentido de ampliar os conhecimentos e ajudar no futuro deles. Para a escola, com certeza é uma abertura muito grande à Ciência”, afirmou.

Para os alunos Sérgio de Paula Souza Benfica Júnior e Ana Bel Seabra Rodrigues, ambos de 17 anos, as expectativas são as melhores possíveis. “Esse momento de acolhida foi muito importante porque estava com medo de como seríamos recebidos”, comentou Ana. “O projeto é legal e vai nos ajudar no nosso futuro a ganhar experiência na área da Ciência”, afirmou Sérgio.

Nesta edição, o programa contará com um total de 12 orientadores e seis coorientadores, entre egressos de programas institucionais da Fiocruz, e pesquisadores da Fiocruz Amazônia. Juliane Correia Glória, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia, conta que a participação no Provoc é uma oportunidade de retribuir todo o conhecimento científico que adquiriu desde que entrou na instituição por meio de um programa de iniciação científica nos mesmos moldes do Provoc. “Fui da iniciação científica e agora é minha vez de repassar conhecimento a quem está começando”, afirmou.

Pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, afirma que o Provoc será uma referência de extrema importância para os estudantes. “Trata-se de uma oportunidade de educação diferenciada e que permite ao aluno ingressar no campo da ciência e muitas das vezes dar perspectiva de vida para os jovens, e como orientadora vou fazer de tudo para que isso aconteça”, afirmou.

Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, diz ser gratificante testemunhar mais uma ação de educação realizada pela Fiocruz Amazônia. “O Provoc era um desejo antigo nosso. Já tivemos o Programa Ciência na Escola, da Fapeam, que tinha o mesmo objetivo: trazer o aluno do ensino médio para dentro da vivência institucional e conhecer um pouco mais sobre ciência e a vivência do pesquisador. É muito gratificante a gente ver isso sendo consolidado pelo Provoc, que já tem mais de 30 anos na Fiocruz, sem dúvida um diferencial muito grande para a vida acadêmica do aluno que tem essa experiência. É supergratificante e emocionante estar fazendo parte desse momento”, afirmou.