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Bancos devem encerrar financiamentos de propriedades em terras indígenas no AM por recomendação do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) recomenda que oito bancos encerrem os financiamentos concedidos a mais de 31 mil propriedades presentes em terras indígenas e unidades de conservação no Amazonas.

A recomendação considera um relatório do Greenpeace que identificou, no bioma Amazônia, mais de 10 mil propriedades inseridas em unidades de conservação; 24 sobrepostas a terras indígenas; e mais de 21 mil e 600 imóveis inseridos em florestas públicas não destinadas (FPNDs).

Segundo o levantamento, 698 propriedades financiadas pelos bancos tinham embargo do Ibama e 29.500 tiveram desmatamento no período analisado.

A recomendação foi enviada para o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Banco de Lage Landen Brasil (DLL), Banco Sicredi, Bradesco, Itaú e Santander.

O MPF destaca ainda um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM, que aponta as terras indígenas e unidades de conservação como as terras públicas menos desmatadas na Amazônia.

Segundo o estudo, aproximadamente 28% das áreas de florestas públicas não destinadas possuem registro no Cadastro Ambiental Rural, apesar de não serem passíveis de regularização para uso particular, o que seria um indício de grilagem e prenúncio de uma explosão do desmatamento ilegal nestas florestas não destinadas nos próximos anos.

Da redação.