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‘Ainda existe uma longa estrada a ser percorrida’ diz Nélia Caminha, sobre mulheres no judiciário

Em entrevista especial ao Programa do Valdir Correia, nesta quinta-feira (2), a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Nélia Caminha Jorge, falou sobre os desafios de comandar uma das instituições mais importantes do Amazonas e anunciou medidas para dar celeridade aos processos que tramitam aqui no Amazonas.

“É um desafio administrar o Tribunal de Justiça porque ele não se resume só a cidade de Manaus, é o Estado do Amazonas. Um Estado de dimensões continentais e muito carente em termos de localização, comunicação de tudo”, disse Caminha sobre o sentimento de comandar o judiciário amazonense.

A presidente do TJAM, desembargadora Nélia Caminha, concedeu uma entrevista ao radialista Valdir Correia, o “Garotinho”, da Rádio Difusora. Foto: Raphael Alves

Mulher no Judiciário

Ao falar sobre a situação da mulher no serviço público, Caminha avaliou que “melhorou bastante” por que certos locais de trabalho eram “redutos masculinos”. “Ainda é hoje, mas a mulher em razão da sua luta e persistência em estudar e se especializar a mulher conseguiu transpor essa barreira”, disse.

Para ela, as áreas da magistratura e da política ainda apresentam grande diferença no quantitativo e nos espaços ocupados por homens e mulheres. “Houve um avanço considerável, mas ainda existe uma longa estrada a ser percorrida”, disse.

Ela explica, que apesar das mulheres serem maioria no quadro de servidores do TJAM, pois 52% são mulheres, ainda falta avançar nos cargos de juízes e desembargadores pois atualmente são 9 Desembargadoras de um total de 26 e 73 Juízas de um total de 180.

Violência Doméstica

De acordo com a desembargadora, já está em andamento mais uma edição do “Justiça pela Paz em Casa” que é um mutirão em todo o Amazonas, nos processos que tratam sobre a violência doméstica. Os advogados, segundo ela, podem solicitar do Tribunal a preferência no seu processo.

Selo Diamante

A presidente também relembrou um sonho que já havia compartilhado no seu discurso de posse, em janeiro deste ano, o de trazer para o TJAM o prêmio “Selo Diamante”, que é um Prêmio dado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para os tribunais que atingem a pontuação máxima no ranking nacional de metas, que consideram por exemplo a celeridade na análise de processos.

Para cumprir essa tarefa, ela explicou que conta a ajuda dos desembargadores, servidores e funcionários do judiciário.

Internet no interior

Ela explicou que tem se articulado com órgãos federais para implantar nos municípios do interior um sistema de internet via satélite para atender as comarcas.

“Sem internet é impossível a gente conseguir um bom desempenho da justiça. Hoje não temos comunicação dos fóruns, das comarcas, com os presídios. Só de levar comunicação, ofício, mandado, é um custo muito grande, então a gente precisa implementar essa internet através de satélite para o TJAM. É fundamental isso aí”, afirmou a desembargadora.

Dificuldades

Ao compartilhar as dificuldades que enfrentou, a desembargadora citou sua transferência para a Comarca de Humaitá, primeira de sua carreira, onde atuou por dois anos, morando no município do interior com seus filhos gêmeos ainda crianças.

Para ela, atuar no interior do Amazonas é um desafio para qualquer servidor judiciário por todas as deficiências logísticas, de estrutura e comunicação que existem no interior.

Elas têm o poder

A Campanha “Elas Têm o Poder” é uma programação especial da Rede de Rádios Difusora voltada para as mulheres. Durante todo o mês de março serão mais de 60 entrevistas, homenagens, debates, reportagens e podcasts sobre o poder que a mulher tem para mudar o mundo e os desafios que ELAS ainda enfrentam na atualidade.

Parceiros

A Campanha “Elas Têm o Poder” é realizada com muita honra pelo grupo Rede Difusora de Rádio e tem o apoio do Grupo ATEM, Empresa Tectoy, Irmãos Lima Atacadista, Governo do Amazonas e Apa Móveis.

A entrevista completa você acompanha aqui!